Observo sangue novo a fluir
Por ruas, estradas, caminhos e vales,
Noite e dia,
Cafés, bares e discos,
A malta está a desenvolver
E é grande a ânsia de crescer!
Os vícios tornam-se precoces,
Álcool, droga e tabaco,
Tabaco, sexo e álcool...
Meu Deus,
Os jovens buscam o prazer
Sem saber o que realmente é viver!
A vida preza-se com bom gosto,
Gosto salutar,
Aberto para amar,
De preconceitos liberto
E coração bem desperto!
Adultos à força querem ser,
Cerveja, shots e whisky beber,
Ganzas, charros e massos consumir,
Desejos, tentações,
Corpos louváveis sentir!
Eis o pecado mortal
De vida tão banal!
Na mais pura da inocência,
Buscando a verdadeira essência.
Fantasias e sonhos,
Que por vezes se tornam medonhos,
Quando erros se cometem
E em jogos macabros se metem!
Pecam desalmadamente,
Sem razão na mente,
Fado cego,
Que distorce o real,
Aventuras ilusórias
Que ficam nas memórias!
Incrédula juventude,
Repleta de energia e vigor,
Fonte de esperança para um mundo melhor,
Não, antes cometem actos sem pudor!
Loucura do século,
Sustenho meu tentáculo,
Perante a sociedade comum…