Uma criança nasceu,
Frágil e delicada,
Pérola azul,
Sonho e fantasia
Se criou naquela temporada.
Protegida por toda a fachada,
Foi presa naquela emboscada,
Que sorte tão real
Numa guerrilha tão emocional!
Vieram bichos e serpentes,
Que mordê-la não conseguiram,
Nem tão pouco a perseguiram,
Mas entre a sorte e o azar,
O destino fê-la acordar!
Deus já a tinha planeado,
Para a vida sentir,
O mundo conhecer
E nele aprender a viver.
O seu ninho foi construído
Com árduo esforço e dedicação,
Pai e Mãe a sua protecção,
Filho de Maria a sua salvação!
Deus assim quis,
Bela criança florir
Em terra firme e semeada
Que futuramente a tornará mulher afortunada.
Pela sua família não foi abençoada,
Mas antes pelo anjo maior
Que lhe ofereceu asas brancas
Para no mundo dar de si
Com propósito e grande fim…
Foram tantas as oportunidades,
Mas fortes muralhas
Travaram boas venturas,
E mesmo assim perduras.
Cais-te por instantes
E logo te levantas-te!
Suplicando-lhe compaixão
A ele abris-te teu coração!
Ninguém crê como tu,
Menina especial,
Estrela que veio ao mundo,
Para demonstrar alma pura,
Por meio de homens bandidos,
Mulheres perdidas,
Jovens rebeldes,
Revoltados e transtornados,
Entre conflitos e desilusões!
És aquela resistente
Que luta contra todos os obstáculos,
Para seres pessoas que és,
Sem manhas e falsidades,
Influências ou controvérsias.
Apesar da diferença,
Para sempre serás filha,
Amada, admirada e respeitada.
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